terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mas também perdas...




Mestre da cultura popular e o principal idealizador do Bumba-meu-boi no Distrito Federal, morreu na madrugada deste domingo (15/01) no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele estava com 91 anos e sofria de enfisema pulmonar e há alguns dias resistia aos revezes das saúde debilitada. Ele conseguiu, ainda em vida, a honra e o merecido reconhecimento de receber das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do também então Ministro da Cultura Gilberto Gil, a Ordem do Mérito Cultural tornando-se uma grande referência de cultura popular na cidade e sendo reconhecido o trabalho dele como patrimônio imaterial do Distrito Federal.


O corpo será cremada ainda hoje e o velório está sendo organizado pela família, afirmou Guarapiranga Freire, um dos filhos do artista e que nos últimos anos tem assumido a responsabilidade em continuar com o trabalho cultural do Bumba-meu-boi e do Tambor-de-Crioula de Seu Teodoro.


No último dia 10 foi aberto o período de festejos de São Sebastião, que iria até o próximo dia 20. “Com o falecimento de meu pai, teremos que cancelar toda nossa programação deste mês. Não há o menor clima de continuarmos com as festividades agora. Ficou um vazio muito grande”, explicou Guarapiranga Freire no site oficial de seu pai.


Seu Teodoro Freire
O maranhense Teodoro Feire, conhecido como Seu Teodoro, nasceu na pequena cidade de São Vicente Ferrer, localizada a 280 km de São Luís (MS), em 1920. Desde os oito anos era apaixonado pelo cultura popular e dedica-se à tradição de sua região: o Bumba meu boi e outras paixões como o time de futebol Flamengo e sua escola de Samba, a Mangueira.

Estar nas ondas do cerrado...



Agora uma nova fase artística se inicia...
Todo sábado das 12 äs 14 hs.
Estarei no ar com o programa:
NAS ONDAS DO CERRADO.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Anunciação da Olivia- Uma nova guerreira militante sem terrinha


Companheir@s gostariamos de socializar o nascimento da Olivia. Ela nasceu no sábado dia 14 as 7:12 na casa de partos de São Sebastião pesando 3,280 kg no domingo pela manhã já viemos para casa. Nós estamos super felizes e compartilhamos esta felicidade com tod@s vcs. E ela e a Paola estão bem e eu também.!!!!


No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.
(Manoel de Barros)


Beijos e abraços a tod@s

Olivia, Paola e Tiago

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meio Século- Som 100% Minhoca do Cerrado o\



Nakaradura Produções
Direção: Alan Mano K.
Equipe Produção: Julyana Duarte , Cris de Souza
Ator: Bob Cash

Teaser do Videoclipe "Meio Século - Aborígine" (Mini-Doc.)
http://www.youtube.com/watch?v=jOjCuInBvhA

terça-feira, 26 de julho de 2011

Homenagem:

Re-acontecimentos...


Após ter ficado 2 dias em casa neste sabadão Dina fugiu...
Mas enfim hoje ela voltou...
Está de volta na casa de nossos amigos Raquel, Dema, Vivi e Pedro.
UFA!

Já havia perdido o Cão, cachorro de uma amiga da Unesp que neste momento não lembro o nome.
Foi muito traumatizante.
Nào desejaria este sentimentode novo.

Neste momento toda atenção é mais do que necessária...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bom dia!


Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.

Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.

Tempo é ternura.

Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.

Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.

Tempo é ternura.

O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.

Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.

Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.

Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.

Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.


Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 21/06/2011
Porto Alegre (RS), Edição N° 1673