quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meio Século- Som 100% Minhoca do Cerrado o\



Nakaradura Produções
Direção: Alan Mano K.
Equipe Produção: Julyana Duarte , Cris de Souza
Ator: Bob Cash

Teaser do Videoclipe "Meio Século - Aborígine" (Mini-Doc.)
http://www.youtube.com/watch?v=jOjCuInBvhA

terça-feira, 26 de julho de 2011

Homenagem:

Re-acontecimentos...


Após ter ficado 2 dias em casa neste sabadão Dina fugiu...
Mas enfim hoje ela voltou...
Está de volta na casa de nossos amigos Raquel, Dema, Vivi e Pedro.
UFA!

Já havia perdido o Cão, cachorro de uma amiga da Unesp que neste momento não lembro o nome.
Foi muito traumatizante.
Nào desejaria este sentimentode novo.

Neste momento toda atenção é mais do que necessária...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bom dia!


Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.

Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.

Tempo é ternura.

Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.

Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.

Tempo é ternura.

O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.

Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.

Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.

Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.

Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.


Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 21/06/2011
Porto Alegre (RS), Edição N° 1673

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

domingo, 19 de junho de 2011

Desabafo de um amigo professor...

Car@s,

por favor me ajudem a lançar essa carta ao mar!

Rodrigo Araújo Magalhães, um professor a beira de um colapso emocional!


FINGIR QUE NADA ESTÁ ACONTECENDO é um recurso perverso e que tem um propósito muito claro: individualizar um problema que é coletivo.
O CED 03 está doente e eu não sou o problema da escola. Mas agora, essa doença coletiva está se instalando no meu corpo, estou emocionalmente fragilizado.
Estou desde o mês de dezembro de 2010 e desde sempre reivindicando uma identidade e um outro olhar em relação a educação. O meu erro é participar, ter uma vida pública e se preocupar com a dimensão social de um estabelecimento de ensino.
SEGUNDA-FEIRA não vou a escola, não estou em condições emocionais para dialogar com quem sempre fingiu que NADA ACONTECEU E NADA ESTÁ ACONTECENDO!
Não se faz uma transformação no ced 03 sozinho, mas o indivíduo sozinho pode problematizar uma situação e transforma seu ato em reflexão coletiva. É isso que estou me propondo.
Meu trabalho sempre foi público e sempre primei pelo espírito coletivo. Disso ninguém pode reclamar. Fui membro do Conselho Escolar, organizei de forma transparente as eleições para diretor, mesmo não concordando com a maneira de gerir da sra. Marlene, sempre incluir meus alunos em atividades extra-escolares para criarem um sentimento de pertencimento do mundo da rua, a famosa ágora. Sempre achei que a escola deveria estar em rede e compartilhar com outras escolas e com a comunidade experiências positivas para mudar a forma de relacionamento entre alunos, pais, funcionários e professores.

Sempre me preocupei com o bem estar no local de trabalho. Participei de confraternizações, criei ginástica laboral para recuperar físico e psicologicamente nossos colegas que são sobrecarregados diarimente por salas lotadas, reuniões infindáveis etc.

A resposta ao zelo e a uma disposição em dar aulas, fazer atividades extra-classe e extra-escolar é um FACADA nas costas que eu estou tentando entender a quase um ano. MINHA ASSINATURA FOI FALSIFICADA e meu trabalho foi perseguido. Defendem um crime alegando que a ex-diretora está doente. AGORA EU ESTOU DOENTE! Chega de omissão. Procurei meus "colegas" "superiores", supervisor pedagógico, coordenadores, vice-diretor, etc. De todos a mesma resposta: '" - isso é um problema individual seu". Sendo que eu ocupava uma função de representante dos professores no conselho escolar.

Nunca se falou tanto em humanização das relações de trabalho, nunca se falou tanto em ética, nunca se falou tanto na necessidade de professores interessados e comprometidos.

Em troca de tudo isso:

"Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada."

Não concordo, e mesmo sem voz eu não vou me silenciar, vou me comunicar por gestos e lançar cartas. Podem cortar meu ponto, podem tentar me coagir, mas eu não posso mudar de opinião. A vida é uma só e eu não quero ser omisso com meus alunos que estão agora entrando na vida do rua, da ágora, do espaço público, onde todos devem ser tratados de forma igualitária.

"Podem me prender, podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.
Daqui do morro eu não saio não, daqui do morro eu não saio não."

Fazem inúmeras noite que não durmo direito, estou a flor da pele. Não estou em condições emocionais para trabalhar e estou me sentindo perseguido. Em resposta a isso o vice-diretor afirma que vai CORTAR MEU PONTO. Essa e a maneira humana de tratar um profissional?!
Digam ao omissos que não posso ser massacrado dessa maneira. Não vou ficar internalizando e somatizando essa carga de desrespeito. Vou gritar até que os omissos também sintam a minha dor.


PEÇO AOS MEUS AMIGOS QUE VENHAM ME ACUDIR. 
AOS MEUS INIMIGOS PEÇO QUE LEVANTEM SUAS ARMAS E NÃO PERCAM O SENSO DE JUSTIÇA.

rodrigoamagalhaes@hotmail.com
Eu conheço totalmente esta realidade macabra do estado burguês reprimindo a educação crítica.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Fernado Pessoa

Em homenagem aos 123 anos do maior poeta do século XX, que deixou, em sua herança,  mais de um século de paixões, dores, sonhos, amores, fingimento, inconsciências, realidade, ilusões, esperanças, angústias , inquietação e por que não falar uma boa dose de auto-estima  ou melhor dizendo uma boa dose alta auto estima e em um contraditório maquiavelico um pouco de solidão.
 Em forma de homenagem, singela,  um poema que muito gosto pois como ele mesmo diria “VIVER NÃO É NECESSÁRIO, O QUE É NECESSÁRIO É CRIAR”. Fikadica!

 “Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
 
homenagem feita por Carla Portela.